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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Audiência Pública: COPASA

O Vereador Ricardinho participou na manhã da última Quinta Feira (16/011) de uma audiência pública que discutiu a sobre a concessão. Serviço, investimentos e ampliação das infra-estruturas de abastecimento de água na Cidade de Sabará.


Vindas das mais diferentes regiões de Sabará, como Boa Vista, Lava Pés, Palmital, Coqueiros, Itacolomi, Nossa Senhora de Fátima, Borba Gato, Boa ventura e Sobradinho, centenas de pessoas lotaram o plenário da Câmara para denunciar o mesmo drama: a falta de água tratada. O problema foi alvo da oitava audiência pública requerida pelo Vereador Ricardinho. O presidente da Câmara e os vereadores Ricardo Antunes, Jessé Batista e Terezinha van Stralen debateram com os representantes da COPASA, Dr. Sérgio Pacheco e Regis Amaral, uma solução definitiva para a falta de água no município. O defensor Público Thiago Dutra, do Núcleo de Diretos Humanos Da Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais, também esteve presente.
Valceli vive no Palmital, onde as famílias estão sem água tratada há três anos

Durante mais de quatro horas, em depoimentos emocionados e indignados, foram denunciadas questões graves como obras da COPASA inacabadas, condições precárias dos caminhões pipa, poços artesianos que não funcionam e as dificuldades das famílias que não conseguem que a empresa ligue a água em suas residências por que não conseguem obter a Certidão de Número. Isso devido ao Termo de Ajustamento de Conduta assinado entre o Ministério Público e a Prefeitura, que impede a emissão do documento para moradores de áreas não regularizadas. A falta de saneamento básico e a contaminação de rios e córregos, que recebem toneladas de esgoto, também foram discutidas.

“Não é justo uma parcela tão grande da população viver sem uma gota de água tratada, que é o alimento essencial para a sobrevivência do ser humano. A responsabilidade de reverter essa situação é de todos nós- Poder Legislativo, Poder Executivo e sociedade”, disse Maurílio Barbosa. “Em muitos lugares, as pessoas estão sendo obrigadas a tomar água suja, contaminada, para matar a sede. É uma vergonha que isso ainda aconteça em pleno século XXI, em uma das cidades históricas mais importantes do Brasil”, observou.
Os parlamentares fizeram vários questionamentos, como: por que a COPASA ainda não assinou o contrato de concessão com a prefeitura? Por que a Companhia na atua na zona rural e faz a ampliação da sua rede de abastecimento? Segundo Sérgio Pacheco, a Prefeitura e a COPASA ainda não assinaram o contrato de concessão devido ao alto custo do investimento, orçado em aproximadamente R$100 milhões. “Estamos tentando uma parceria com o Governo Federal para conseguir esse recurso”, explicou.
Para o problema da Zona Rural, onde a empresa realmente não é obrigada a atuar, a ideia de Maurílio Barbosa é mudar, através de projeto de lei, a denominação das áreas, no distrito de Ravena, para Zona Urbana.  
No encerramento da audiência, a proposta foi a formação de um grupo de estudo, integrado por vereadores, representantes da Copasa e o defensor Thiago Dutra, para continuar a estudar os problemas em busca de soluções. A comissão se reúne pela primeira nesta sexta-feira, 25, às 9 horas.



Valceli, do Palmital, onde há três anos os moradores sofrem com a falta de água tratada
“É triste ter de dividir a água com os gados, por isso todos na comunidade, principalmente as crianças, estão sempre doentes. Fico constrangida quando chega alguém em minha casa e pede um copo com água”.







Ozéias, do Coqueiros

“Chego do trabalho e tenho que caminhar mais de 300 m trazendo os baldes com água nos ombros. Minha casa também não tem banheiro, uso o mato. Sinto-me envergonhado e humilhado, mas ainda não perdi a esperança”.






 Geraldo, ex. presidente da Associação Comunitária do Boa Ventura

“É uma vergonha nacional ficarmos sem água tratada e sem rede de esgoto”.






VEJA IMAGENS DA AUDIÊNCIA PÚBLICA



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